terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CORRELAÇÃO ENTRE A PRESSÃO DO BALONETE E O DIÂMETRO DO TUBO EM VALOR MÍNIMO DE OCUSÃO PARA UMA VENTILAÇÃO SATISFATÓRIA


CORRELAÇÃO ENTRE A PRESSÃO DO BALONETE E O DIÂMETRO DO TUBO EM VALOR MÍNIMO DE OCUSÃO PARA UMA VENTILAÇÃO SATISFATÓRIA.
AUTORES: FELIPE BITTENCOURT BRAVIN¹, VINICIUS COCA², ROGÉRIO ULTRA³
1-Fisioterapeuta intensivista;
2- Fisioterapeuta intensivista e docente da UGF;
3- Fisioterapeuta intensivista, docente da UNESA e da SOBRATI.

Introdução: A ventilação mecânica invasiva é o suporte de vida mais importante dentro da terapia intensiva, desta forma o cuidado com sua interface, a via aérea artificial é fundamental.
Objetivos: O estudo realizado tem como objetivo comparar o valor mínimo de oclusão em diferentes diâmetros de traqueias com o proposto na literatura, considerando o tamanho do tubo orotraqueal.
Metodologia: Foram avaliados 22 pacientes , sendo 11 do sexo masculino com idade média de 54,2 anos e 11 do sexo feminino com média de idade de 50,2 anos. A pressão mínima de oclusão foi avaliada por meio de ausculta na região Antero-lateral do pescoço, sendo o procedimento realizado com o leito a 30 graus e após aferidos por um cuffometro.
Resultados e discussão: Não observamos diferenças significativas de pressão mínima entre homens e mulheres, os valores mínimos encontrados variaram entre 15cmH2O e 22cmH2O. Os valores encontrados são menores dos propostos pela literatura.
Conclusão: Podemos concluir que existe diferença entre a pressão mínima encontrada na literatura e a pressão mínima obtida no estudo, não sendo encontrada uma diferença significativa entre homens e mulheres. Devemos ressaltar a importância da verificação e ou a correção da pressão do balonete de forma intermitente em serviços de terapia intensiva.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA


ATUAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Trabalho realizado por:
Carlos da Silva Souza.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Cândido Mendes/wpós como requisito parcial para obtenção do grau pós graduação no Curso de Fisioterapia em terapia intensiva.
Orientador:
Fernando de Rezende Francisco.

Resumo
Realizou-se um estudo com revisão bibliográfica e abordagem qualitativa, com o objetivo de demonstrar a atuação da fisioterapia em UTI adulto. Visando esclarecer quais são as atribuições e atitudes que um fisioterapeuta deve ter para com seus colegas de profissão e pacientes. Sem julgar que uma especialização é mais importante que a outra e sim em oferecer um atendimento completo com a utilização de métodos e técnicas pertinentes ao fisioterapeuta mesmo que especialista.
Comprovou-se que à diminuição do tempo de permanência do paciente crítico na UTI, tanto quanto o tempo de ocupação do leito se faz reduzido. Devido aos comprometimentos motores e sensitivos presentes nas patologias, a intervenção fisioterapêutica através da fisioterapia (respiratória, cardiaca, motora), cinesioterapia, buscam manter, corrigir ou recuperar uma determinada função, e baseia-se no desenvolvimento, melhora, restauração e manutenção da força, resistência à fadiga, mobilidade, flexibilidade, relaxamento e coordenação motora.
Palavras-chave: fisioterapia,interdisciplinaridade , cinesioterapia, respiratória, cardiaca, motora e UTI.

Abstract

A bibliographic review and study with a qualitative approach, with the in order to demonstrate the performance of physical therapy in ICU adult. In order to clarify What are the roles and attitudes that a physical therapist must have to with your colleagues profession and patients. Without judging that a specialization is more important than the another and Yes in offering a complete service with the use of methods and relevant techniques by physical therapist even if expert.
Proved that the reduction of on-call time of critical patient in the ICU as far as the bed occupancy time is reduced. Due to compromises engines and sensitives present in pathologies, the intervention physiotherapist through physical therapy (breathing, heart rate, motor), kinesitherapy, seek to maintain, fix or retrieve a particular function, and is based on development, improvement, restoration and maintenance of strength, fatigue resistance, mobility, flexibility, relaxation and motor coordination.
Keywords: physiotherapy, interdisciplinarity, kinesitherapy, respiratory, cardiac, motor and UTI.

Introdução
É de extrema importância que a formação do fisioterapeuta seja complementada com especializações voltadas para a área do intensivismo. E se faz necessário saber quais são as atribuições e responsabilidades que um fisioterapeuta precisa ter para trabalhar em uma UTI com autonomia. Já que pela portaria do Ministério da Saúde nº 1.071, de 04 de julho de 2005 sobre a Política Nacional de atendimento ao paciente crítico, o fisioterapeuta se faz necessário na equipe de multiprofissionais. Esse esclarecimento se faz necessário pelo fato de existirem poucos artigos que retratem as contribuições do fisioterapeuta para com a equipe na UTI adulto. E quais são as técnicas utilizadas para reduzir o tempo de permanência do paciente no Hospital. Assunto esse de interesse de todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente com pacientes hospitalizados em estado crítico. Além de promover um maior esclarecimento para os acadêmicos, e profissionais da saúde que se interessam por essa área.

Problema
O papel da fisioterapia para com a equipe multidisciplinar?
Observou-se que para reduzir o tempo de permanência do paciente na UTI adulto, todas as técnicas e procedimentos fisioterápicos são importantes para a alta do paciente crítico e não só ao manuseio da assistência na ventilação mecânica invasiva e não invasiva.

Justificativa da Pesquisa
Demonstrou-se que para evitar escaras de decúbito, atrofia muscular, síndrome do imobilismo, o contato prolongado com bactérias resistentes e a mais relevante sendo o aumento do tempo de internação do paciente crítico na UTI adulto. É necessário que seja esclarecido qual é o verdadeiro papel do fisioterapeuta na UTI adulto.


Objetivo Geral
Demonstrar o papel da fisioterapia na UTI adulto.

Objetivo Específico
O presente estudo objetiva demonstrar a atuação do fisioterapeuta em:
- relação ao tempo de permanência do paciente na UTI em ( %).
-melhorar as condições pulmonares do paciente
-prevenir complicações ventilatórias
-manter a amplitude de movimento
-evitar complicações músculo esqueléticas
-estimular a mudança de decúbito e o ortostatismo

Desenvolvimento
1. Surgimento das Unidades de Terapia Intensiva ( UTIs)
A Unidade de Terapia Intensiva é idealizada como Unidade de Monitoração de paciente grave através da enfermeira Florence Nightingale. Em 1854 inicia-se a Guerra da Criméia no qual a Inglaterra, França e Turquia declaram guerra à Rússia. Em condições precárias, passa existir alta mortalidade entre os soldados hospitalizados, atingindo 40% de óbitos. Florence e mais 38 voluntárias partem para os Campos de Scurati, incorporam-se ao atendimento e a mortalidade cai para 2%. Respeitada e adorada, Florence torna-se importante figura de decisão, sendo referência entre os combatentes. Contudo, o destino lhe reservou um grande golpe quando contrai tifo e permanece com sérias restrições físicas, retornando em 1856 da Criméia. Citado por: www.medicinaintensiva.com.br
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) surgiram no Brasil na década de 70 do século XX. (Tranquitelli Ciampone 2007)

2. Surgimento da fisioterapia
A fisioterapia surgiu no país a partir de 1929, com a criação do primeiro curso técnico na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (Pereira, Almeida, 2006). Em 1950, no Brasil, houve uma grande incidência de poliomielite e como consequência, havia uma grande quantidade de indivíduos portadores de sequelas motoras que necessitavam de reabilitação para voltar a sociedade.
“Também, a quantidade de pessoas atingidas pelo de trabalho era uma das maiores da América do Sul, o que permitia a inferência de que uma expressiva faixa populacional precisava ser reabilitada para integrar-se ao sistema produtivo” (BOTOMÉ; REBELATTO, 1999, P.50)

2.1 A fisioterapia como ciência da saúde

2.1.1 Definição de fisioterapia
É uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais(Coffito.org.br)

2.1.2 A fisioterapia e o paciente crítico
A fisioterapia no paciente crítico é fundamental para manutenção e prevenção de vários aspectos da fisiologia em virtude da dependência total ou parcial dos pacientes que podem culminar na chamada Síndrome do Imobilismo. Na Síndrome há diminuição do trofismo muscular, emagrecimento, retração de tendões e vícios posturais que podem provocar contrações permanentes e no dorso ( nas costas ) as chamadas escaras. A assistência ventilatória é outra necessidade fundamental realizada através do fisioterapeuta, que efetua higienização brônquica diária através de técnicas específicas e controle do ventilador mecânico juntamente com o médico.Citado por: www.sobrati.com.br

3. A equipe de uma UTI
Nas últimas décadas as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm se tornado uma concentração não somente de pacientes críticos e de tecnologia avançada, mas também de uma equipe multiprofissional experiente com competências específicas (NORREMBERG-2000)
Nos anos 80, em decorrência de seu crescimento técnico científico, houve um maior reconhecimento e valorização da Fisioterapia Respiratória. Esse campo de atuação profissional diferenciava cada vez mais dos atendimentos ambulatoriais realizados em clínicas e centros de reabilitação, tornando-se imprescindível no meio hospitalar, onde progressivamente foi implementada em enfermarias e UTIs (ASSOBRAFIR-2009)
Hoje, a equipe da Unidade de terapia intensiva (UTI) é formada normalmente pelos seguintes profissionais: fisioterapeuta, médico, enfermeiro, fonoaudiólogo, psicólogo, assistente social (ROGÉRIO ULTRA 2008 P.3)

3.1 Qual o público alvo na UTI
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI)- é um serviço de internação para pacientes críticos que requerem atenção médica e de enfermagem permanente, com dotação própria de pessoal técnico e profissional especializado, com equipamentos específicos próprios e outras tecnologias destinadas ao diagnóstico e ao tratamento. São considerados pacientes críticos aqueles com desequilíbrio de um ou mais dos principais sistemas fisiológicos, com perda de sua auto regulação, mas potencialmente reversíveis (Portaria N.551-2005).

3.2 Aumento da qualidade de vida do paciente crítico
Várias manobras podem ser usadas pelo fisioterapeuta na UTI.
Atualmente existe uma grande controvérsia a respeito da comprovação dessas técnicas, mas a evidência clínica parece ainda ser de grande valor para a maioria dos profissionais, principalmente aqueles com grande tempo de experiência a que elevaram o nome da fisioterapia dentro da terapia intensiva (ROGERIO ULTRA 2008 P.179)
A sobrevida dos pacientes criticamente enfermos tem aumentado em consequência da evolução tecnológica, científica e da interação multidisciplinar.
Contudo, a incidência de complicações decorrentes dos efeitos deletérios da Imobilidade na unidade de terapia intensiva(UTI), contribui para declínio funcional, aumento dos custos assistenciais, redução da qualidade de vida e sobrevida pós-alta. Objetivando atender a esta nova demanda inserida em sua responsabilidade social, as UTIs do Brasil e do mundo, buscam novas alternativas na resolução desses desafios (França 2012)
Em países como o Brasil, onde há escassez de recursos destinados à saúde, o controle da infecção hospitalar, além de atender às exigências legais e éticas, é também um problema socioeconômico, pois se tem investido em tecnologia cara, tanto na pesquisa (equipamentos, microbiologia, etc.) como na produção de novas drogas antimicrobianas. A infecção hospitalar aumenta o tempo de internação do paciente, encarecendo assim o custo da hospitalização pelo uso dos recursos hospitalares e de antimicrobianos, além do risco imposto ao paciente (MOURA 2008)

4. Critérios e normas impostos para uma UTI
Rebelatto e Botomé (1999), ao estudar o objeto de trabalho e a formação em fisioterapia no Brasil, destacam a limitação da prática fisioterapêutica direcionada para o indivíduo doente. Outros autores (Meyer, Costa, Gico, 2006; Silva, Da Ros, 2007) também referem a inadequação da formação em fisioterapia e sua descontextualização dos princípios do SUS e dos novos modelos de atenção. Na maior parte das instituições ainda predomina o modelo tecnicista, voltado para a cura de doenças e reabilitação de sequelas.
Sendo assim, o cuidado intensivo dispensado a esses pacientes críticos, geralmente torna-se mais eficaz quando desenvolvidos em setores específicos, que propiciam recursos e finalidades para sua progressão e recuperação.
Essas Unidades específicas denominadas de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).constituem um conjunto de elementos funcionais agrupados, destinado ao atendimento de pacientes graves ou de risco que exijam assistência médica e de enfermagem ininterruptos, além de equipamentos e recursos humanos especializados (Ministério da Saúde 1998). No caso da UTI adulto um fisioterapeuta para cada dez leitos ou fração no turno da manhã e da tarde.

4.1 Regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de tratamento intensivo
Respaldado pela Portaria-466 de quatro de junho de 1998 do Ministério de Saúde pela ANVISA que estabelece o regulamento técnico para o funcionamento dos serviços de tratamento intensivo e seus respectivos anexos e pela portaria n.3.432, de 12 de agosto de 1998. Assinada pelo Ministro de Estado da Saúde (José Serra).
Citado pela Portaria n.432, de 12 de agosto de 1988, O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais, considerando: a importância na assistência das unidades que realizam tratamento intensivo nos hospitais do pais, e a necessidade de estabelecer critérios de classificação entre as Unidades de Tratamento Intensivo, de acordo com a incorporação de tecnologia , a especialização dos recursos humanos e a área física disponível, resolve:
Artº. 1º Estabelecer critérios de classificação entre as diferentes Unidades de Tratamento Intensivo – UTI.
Art. 2º - Para as finalidades desta Portaria, as Unidades de Tratamento Intensivo serão classificadas em tipo I, II e III.
§ 1º - As unidades atualmente cadastradas pelo SUS, a partir da vigência destaPortaria, serão classificadas como tipo I.§ 2º - As unidades que comprovarem o cumprimento das especificações do anexo desta Portaria, poderão ser credenciadas pelo gestor nos tipos II ou III, de acordo com a necessidade de assistência da localidade onde estão inseridas
Art. 3º - A partir da data de publicação desta portaria, serão cadastradas somente unidades do tipo II ou III.
Art. 4º - Fica revogada a Portaria GM/MS/Nº 2918, de 9 de junho de 1998, publicada n o DOU nº111, de 15 de junho de 1998, e as demais disposição em contrário.
Art. 5º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

4.2 Áreas de atuação da fisioterapia em UTI adulto
A atuação dirigida apenas para a reabilitação impõe restrições à prática do fisioterapeuta, que se limita a intervir quando a doença já está instalada e na maioria dos casos, de forma avançada. Rebelatto (1998) denomina essa situação “inércia profissional”, caracterizada pela passividade dos profissionais, que só atuam em face de problemas de saúde já instalados (JP bispo Junior-2009)
O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a reação de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão. (ASSOBRAFIR-2008)

5. O exercício terapêutico
O exercício terapêutico pode variar desde atividades altamente selecionadas, restritas a músculos ou partes específicas do corpo, a atividades vigorosas empregadas para restaurar o paciente convalescente ao máximo da condição física (KRUSEN 1986 CAP.18)
O exercício terapêutico é considerado um elemento central na maioria dos planos de assistência da fisioterapia, com a finalidade de aprimorar a funcionalidade física e reduzir incapacidades. Inclui uma ampla gama de atividades que previnem complicações como encurtamentos, fraquezas musculares e deformidades osteoarticulares e reduzem a utilização dos recursos da assistência de saúde durante a hospitalização ou após uma cirurgia. Estes exercícios aprimoram ou preservam a função física ou o estado de saúde dos indivíduos sadios e previnem ou minimizam as suas futuras deficiências, a perda funcional ou a incapacidade ( APP-silva 2010)

5.1 Osteocinemática
Movimento osteocinemático –Quando um fisioterapeuta ou um auxiliar move uma articulação através da amplitude de movimento, isto normalmente é feito para auxiliar na manutenção do movimento completo ou para determinar a natureza da resistência no final da amplitude (LIPPERT 2000)

5.2 Manobras motoras
Cita a utilização de manobras motoras intensivas: reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia.
Atuação em escaras de decúbito através do posicionamento do leito, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão).
Indicações de orteses para minimização de distúrbios ostio-articulares (DOUGALS FERRARI 2000)

5.3 Escaras e o imobilismo e suas complicações:
Escaras por compressão- O paciente em estado crítico está sujeito às escaras; é mais suscetível que a maioria dos outros pacientes. As escaras surgem quando a pele e as estruturas subjacentes são comprometidas, fazendo com que o sangue seja desviado e os vasos sanguíneos sejam forçosamente constritos, causa de isquemia e anoxia tecidual(SMITH 2004 P.99)
Manter as vias aéreas permeáveis e a ventilação pulmonar- A terapia de higiene brônquica envolve vários procedimentos que podem ser utilizados de forma isolada ou em conjunto. Os procedimentos incluem a tosse e as técnicas relacionadas para a eliminação das secreções, tais como: Aspiração, drenagem postural, manobrras fisioterápicas, acessórios da pressão positiva, mobilização e exercícios respiratórios (MACHADO 2007 P.372)
Efeitos da imobilidade- A imobilidade prolongada afeta os sistemas musculoesquelético, cardiovascular, respiratório, metabólico e nervoso central.
O efeito da imobilidade prolongada em pacientes em estado crítico poderá ser devastador. A inatividade poderá diminuir a força muscular em até 20% semanalmente (SMITH 2004 P.108)

6. Programa de Tratamento Fisioterapêutico
A fisioterapia respiratória é um procedimento de grande importância para o preparo dos pacientes para a cirurgia cardíaca (MACHADO 2007 P.356)
O processo de desmame da ventilação mecânica e a restauração da funcionalidade máxima de atividade são objetivos gerais do programa fisioterapêutico para o paciente dependente de ventilador.

Os objetivos específicos do programa incluem manutenção ou aumento da força e endurance muscular, amplitude articular, complacência da parede torácica, resistência cardiovascular e eliminação de secreções. Outras metas são: prevenção e tratamento da atelectasia e ruptura da pele e manutenção da homeostase (IRWIN 2003 P.474)
“O fisioterapeuta deve monitorar cuidadosamente cada resposta do paciente de UTI a todas as formas de fisioterapia. A maioria dos pacientes não manifesta efeitos negativos em tal intervenção, entretanto ofisioterapeuta deve conhecer ao possíveis efeitos adversos de cada técnica de Tratamento e reconhecê-lo caso ocorram.Especialmente quando os pacientes necessitam um tratamento fisioterápico que inclui drenagem postural, percussão e vibração...”(IRWIN 2003 P.431)
A abordagem fisioterapêutica na Unidade coronariana tem um foco preventivo para as complicações respiratórias e musculoesqueléticas, devido ao descondicionamento físico no leito e à diminuição do limiar anaeróbio (KRUSEN 1986)

7. Interdisciplinaridade
O valor da equipe multiprofissional não deve ser subestimado. O conhecimento, a habilidade e a experiência clinica da equipe profissional é essencial para alcançar os objetivos gerais desejados pelo programa e pelo paciente (IRWIN 2003 P.447)
A interdisciplinaridade surgiu nos anos 70 como resposta às necessidades de uma abordagem mais integradora da realidade (dencker, 2002). Ela só ocorre quando cada um dos envolvidos consegue ser autônomo o suficiente para confiar em si mesmo, para reconhecer os erros e ao mesmo tempo, apontar soluções criativas (fazenda-1994)
Fazenda (1995) considera a interdisciplinaridade uma relação de reciprocidade, mutualidade, interação que irá possibilitar o diálogo entre os interessados. Não há uma fragmentação, mas sim uma concepção unitária do agir.
Na UTI, a comunicação é um processo que envolve a percepção do ambiente e do clima de trabalho, incluindo a comunicação não verbal da equipe multiprofissional, até a interação médico/paciente e família. Estão envolvidos no processo da comunicação na UTI os pacientes, seus familiares ou qualquer pessoa com proximidade afetiva, os médicos, enfermeiros, psicólogos, religiosos e os demais membros da equipe multiprofissional (moritz-2008)

Conclusão
A alta incidência de pacientes em estado crítico faz com que os hospitais do Brasil e do mundo tenham que se atualizar para serem inseridos nos padrões exigidos. Para isso os hospitais se viram diante da necessidade e um dilema de ter profissionais mais qualificados e capacitados para formarem uma equipe de multiprofissionais.
Realizou-se uma revisão da literatura sobre quais são as competências,as atribuições e responsabilidades necessárias para que um fisioterapeuta faça parte de uma equipe de multiprofissionais em uma UTI adultos, colaborando para a redução das complicações como: escaras de decúbito e o imobilismo do paciente no leito de uma UTI adulto através do uso de técnicas específicas.

Referências Bibliográficas
1-A HISTORIA DA FISIOTERAPIA E AÇÕES MULTIDISCIPLINARES E INTERDISCIPLINARES NA SAUDE CITADO POR ARTIGOBIANCA DE LAGIUSTINA. PDF (REBELATTO E BOTOMÉ 1999)
2-A M TRANQUITELLI...-Rev.ESC.ENFERM.USP, 2007-scielo Brasil NUMERO DE HORAS DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM UTIs ADULTO
3-ASSOBRAFIR E O DESENVOLVIMENTO CIENTIFICO DA ESPECIALIDADE REV.BRAS.FISIOTER, SÃO CARLOS, V.13, N.1, P.V-VI,JAN/FEV 2009
4-Atuação do fisioterapeuta na UTI www.assobrafir.com.br/pagina.asp?area=87&secao=90
5-BISPO. J. P. FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA NO BRASIL: REFLEXÃO SOBRE A EXPANSÃO DO ENSINO E OS MODELOS DE FORMAÇÃO POR J.P BISPO HIST.CIENC.SAUDE-MANGUINHOS VOL.16 n.3 rio de janeiro July/sept 2009
6-BOTOMÉ, S.P.;REBELATTO, J.R. Fisioterapia no Brasil: fundamentos para uma ação preventiva e perspectivas profissionais. 2. São Paulo: Manole, 1999 Citado por Douglas ferrari2000 WWW.Sobrati.com.br/trabalho 22htm
7-DENKER, A.F.M. Pesquisa e interdisciplinaridade no ensino superior: Uma experiência no curso de turismo. São Paulo: Aleph, 2002.
8-FAZENDA,I.C.A. interdisciplinaridades: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994.
9-Formação em fisioterapia no Brasil: reflexões sobre a expansão do ensino e os modelos de formação (Rebelatto 1998) citado por J P Bispo 2009 hist.cienc.saude-manguinhos vol.16 n.3 rio de janeiro July/sept. 2009
10-FRANÇA, E.É.T Rev.bras.ter. intensiva 2012; 24 (1); 6-22: fisioterapia em pacientes críticos adultos
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12-JEAN STEPHEN TECKLIN, SCOT ...Fisioterapia Cardiopulmonar - 3ª Edição 2003 - Irwin, ...
13-KENDALL,F.P, MC CREARYE.K, PROVANCE P.G. musculos provas e funções 4ªed. Editor Manole 1995.
14-LIPPERT, Lynn S. Cinesiologia Clínica para Fisioterapeutas. 3. ed. Rio de Janeiro. Ed. Guanabara Koogan, 2003.
15-MACHADO, Maria da Glória Rodrigues. Bases da fisioterapia respiratória: terapia intensiva e reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2007.
16-NORREMBERG M, VINCENT 2000 HISTORICO DA FISIOTERAPIA INTENSIVA CITADO POR RODRIGO TADINE RIO DE JANEIRO FOLHA CARIOCA
17-Perme CS, Southard RE, Joyce DL, Noon GP, Loebe M. Early mobilization of LVAD recipients who require prolonged mechanical ventilation. Tex Heart Inst J. 2006;33(2):130-3. [ Links ]
18-Portaria 1884 de 11 de novembro de 1994 (publicado no d.o n.237 de 15 de dezembro de 1994
19-PORTARIA 3.432 de 12 de agosto de 1998 (Jose serra)
20-PORTARIA 466 DE 04 DE JUNHO 1998(ANVISA)
21-Portaria MS 1.071 de 04 de julho de 2005 ( Politica Nacional de Atenção ao Paciente Crítico ).
22-PORTARIA N.551/GM DE 13 DE ABRIL DE 2005 UTI-REQUISITOS COMUNS PARA AS UTIS DE ADULTOS (ANVISA 2006)
23-R.D. MORITZ terminalidade e cuidados paleativos na unidade de terapia intensiva. Revista brasileira de terapia intensiva vol.20 n. 4 São Paulo oct./dec. 2008. Ou RBTI. ORG.BR APP SILVA/efeitos da fisioterapia motora em pacientes críticos: revisão literária
24-rev.bras.ter.intensiva Fisioterapia motora em pacientes adultos em terapia intensiva rev.bras.ter.intensiva vol.21 n.4 são Paulo out/dec. 2009
25-Rogério B.Ultra FISIOTERAPIA INTENSIVA. Ed.Cultura Médica Edição 1ª-2008.
26-SMITH, M., BALL, V. Cash: cardiorrespiratório para fisioterapeutas. Editora Premier, São Paulo, SP, Brasil, 2004.
27-Trat. de Medicina Física e Reabilitaçã... F. Kottke e J. LehmannKrusen: Tratado de Medicina Física e R... Frederic / Stillwell/ Lehmann Kottke
28-ULCERAS DE PRESSAO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (MINISTERIO DA SAUDE 1998)


Obs:
- Todo direito e responsabilidade do conteúdo são do seu autor.
- Publicado em 31/10/2012.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Congreso Internacional de Ciencias de La Saud


Estaremos discutindo sobre abordagens fisioterapêuticas na terapia intensiva com profissionais de toda America Latina no  " Congreso Internacional de Ciencias de La Salud" na cidade de Santa Cruz de La Sierra, nos dias 23 e 24 de Novembro de 2012, onde palestrarei os temas: Abordagem fisioterapêutica no paciente geriátrico na terapia intensiva, Método RTA na terapia intensiva uma possibilidade terapêutica, organizado por uma das maiores Instituições de Ensino Superior da América Latina e referência na área de saúde na Bolívia, a Universidade de Aquino Bolívia - UDABOL.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ESCALA DE GLASGOW E ESCALA DE RAMSAY



Olá Colega,
Você conhece a Escala de Coma de Glasgow e Escala de Ramsay? Hoje vamos falar um pouco dessas duas escalas, contar um pouquinho da história, da utilização e dos benefícios de cada uma.
A Escala de Glasgow foi desenvolvida na década de 1970, oficialmente publicada na revista Lancet em 1970 por Graham Teasdale e Bryan Jennett. A versão inicial do instrumento recebeu o nome de Índice de coma, e após um estudo de estatísticos sobre o sistema de pontuação, transformou-se na Escala de Coma de Glasgow (TEASDALE; JENNETT,1974).
Atualmente a escala é efetivamente utilizada por médicos e enfermeiros na prática clínica, para avaliação de pacientes com lesões cerebrais. É um instrumento essencial para a mensuração do nível de consciência, avaliando a capacidade de o paciente abrir os olhos, comunicar-se verbalmente, obedecer comandos e mover suas extremidades, sendo utilizada desde o atendimento pré – hospitalar até Unidades de Terapia Intensiva. Percebe a importância do instrumento?
Os achados da escala de coma formam a base da tomada de decisão clínica, como necessidade de tomografia computadorizada, intervenção cirúrgica e/ou modalidade de drogas (ROZA, 2004). 
  
 A Escala de Ramsay avalia o grau de sedação de pacientes em uso de fármacos sedativos, o escore para avaliação do nível de sedação foi proposto por Michael A. E. Ramsay, nascido em Dublin na Irlanda e formado em Medicina na Universidade de Londres. A Escala de Ramsay avalia o grau de sedação em pacientes de terapia intensiva com escala de valores de 0 a 6.
Nela estão contemplados dois tipos de situações: pacientes acordados e inconscientes., classificados da seguinte forma:
1. Ansioso, agitado ou inquieto, ou ambos;
2. Tranqüilo, cooperativo, orientado;
3. Responde a comandos verbais;
4. Sedado, com resposta rápida à leve toque da glabela ou estímulo sonoro auditivo;
5. Sedado, responde lentamente a estímulo auditivo alto ou toque da glabela ou estimulo sonoro auditivo;
6. Sedado, não responde aos mesmos estímulos dos itens 4 ou 5.
Texto redigido pela monitora do Programa Proficiência, Stephanie Ferreira de Farias.
Referências
TEASDALE, G. JENNETT, B. Assessment of coma and impaired consciousness - A practical scale. Lancet. 1974;2(7872):81-4.)

ROZA, A. B. Einstein - São Paulo (SP). Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Einstein. 2004; 2 (2) : 129

RAMSAY, M.A.E. et al. Controlled sedation with alphaxolone/alphadolone. Br Med J. 1974, ii:656-659.

CARRASCO, G. Instruments for monitoring intensive care unit sedation – Review. Crit Care 2000, 4:217-225

MENDES, C.L. et al - Escalas de Ramsay e Richmond são equivalentes para a avaliação do nível de sedação em pacientes gravemente enfermos. Rev Bras Ter Intensiva. 2008; 20(4): 344-348.

FONTE: http://www.programaproficiencia.com.br/

sábado, 20 de outubro de 2012

Ventilação Mecânica na SDRA: 2012


Ventilação Mecânica na SDRA: 2012 
Pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) tem, por definição, com hipoxemia grave, e quase todos necessitam de ventilação mecânica invasiva. No entanto, a própria ventilação mecânica pode ainda prejudicar os pulmões danificados (a chamada lesão pulmonar induzida por ventilador); minimizando danos adicionais, mantendo adequada troca gasosa ("compatível com a vida") é o objetivo central da ventilação mecânica na SDRA e lesão pulmonar aguda, sua forma menos grave.
Benefícios da Ventilação Baixo Volume Tidal na SDRA
Ventilação baixo volume corrente  reduz o alongamento, prejudicial e excessivo de tecido pulmonar e alvéolos (o conhecido como volutrauma), e é o padrão de atendimento para pessoas com SARA que necessitam de ventilação mecânica. Embora  ARMA , o maior estudo clínico apoiar este paradigma, foi criticada tanto por sua concepção e por preocupações éticas , seus resultados (publicado em 2000 pela ARDSNet ), seguido por duas falhas, mas concordantes em meta-análises  , incluindo 10 ensaios clínicos randomizados total, ter convencido os médicos intensivistas mais que o uso de baixos volumes correntes melhora a sobrevida de pessoas com SDRA. Tomados em conjunto, os estudos sugerem que uma estratégia de ventilação de baixo volume corrente (6-8 ml / kg de peso corporal ideal) reduz a mortalidade absoluta em cerca de 7-9%, em comparação ao uso de> = 10 ml / kg de volume corrente (~ 42 % de mortalidade nos grupos de controlo vs ~ 34% nos grupos LTVV). Isso se traduz em um "número necessário para tratar" de entre 11-15 pessoas com SDRA para evitar uma morte usando baixo volume.
Como usar Ventilação Baixo Volume Tidal na SDRA
O protocolo do ensaio ARMA pode servir como um guia para a realização de ventilação de baixo volume tidal em pacientes ventilados mecanicamente com SDRA:
  • Iniciar em qualquer modo de ventilador com iniciais volume corrente de 8 mL / kg de peso corporal predito em kg, calculado pela fórmula:  (altura em centímetros - 60) + 45,5 para mulheres ou + 50 para homens].
  • Definir a frequência respiratória até 35 respirações / min  para fornecer o requisito de ventilação esperado minutos (geralmente, 7-9 L / min)
  • Ajuste a pressão expiratória final positiva (PEEP) para pelo menos 5 cm H2O (mas aumenta-la  é provavelmente melhor) e FiO2 para manter um arterial saturação de oxigênio (SaO2) de 88-95% (55-80 paO2 mm Hg) . Titular FiO2 abaixo de 70% quando possível (embora ARDSNet não especifica isso).
  • Ao longo de um período inferior a 4 horas, para reduzir o volume tidal de 7 mL / kg, e, em seguida, a 6 ml / kg .
Ajustes do ventilador são, em seguida, feita com o objetivo principal de pressão platô mantendo (medido durante uma pausa inspiratório de 0,5 seg) a menos de 30 cm de H2O, e de preferência tão baixo quanto possível, embora mantendo os parâmetros dos gases sanguíneos "compatíveis com a vida." Pressões planalto vastamente elevar o risco de distensão alveolar nocivo (aka lesão pulmonar associada ao ventilador, volutrauma). Se as pressões de platô permanecem elevadas, depois de seguir o protocolo acima, novas estratégias devem ser avaliadas:
  • Reduzir ainda mais o volume corrente ,  como 4 mL / kg por 1 mL / kg de incrementos graduais.
  • Sedar o paciente (com dificuldade, se necessário) para minimizar o assincronia ventilador-paciente .
  • Considerar outros mecanismos  para o aumento da pressão de platô, além dos pulmões rígidos, abandonos de SDRA.
Como último recurso, o bloqueio neuromuscular pode ser empregada para reduzir a pressão de platô, eliminando o esforço do paciente, tônus ​​muscular e assincronia. No entanto, esta abordagem não quantificado riscos de longo prazo fraqueza neuromuscular e incapacidade.
A hipercapnia permissiva na SARA
Este foco único na redução de pressões de platô deriva do benefício de sobrevida provável da ventilação baixo volume corrente e pressão de platô baixos observados em estudos clínicos (ou, se preferir, os nocivos efeitos do uso de visto "normal" ou fisiológicas volumes correntes, com o consequente alta pressões de platô nessas experimentações).
Alcançar essas pressões baixas geralmente requer volumes correntes baixos o suficiente para resultar em hipoventilação, com elevações  da PaCO2 resultantes em acidose  respiratória que podem ser graves e para o médico, provocadora de ansiedade. Esta abordagem ", hipercapnia permissiva," representa uma mudança de paradigma de épocas anteriores, em que alcançar valores normais de gás de sangue era o principal objetivo da ventilação mecânica.
Como "permissiva" ? Pacientes sob ventilação mecânica com SDRA parecem tolerar pH do sangue muito baixas e muito altas pCO2s sem sequelas adversas (ansiedades médicos desafiam 'com base na formação, intuição e conhecimento):
  • Consenso atual sugere que é seguro permitir que o pH caia para, pelo menos, 7,20.
  • A paCO2 real é de pouca importância.
  • Quando o pH cai abaixo de 7,20, muitos médicos optar por administrar bicarbonato de sódio, Carbicarb, ou THAM para manter o pH do sangue entre 7,15-7,20.
  • No entanto, não se sabe se tal correção da acidemia é útil, prejudicial, ou nenhum deles (boa evidência que falta para qualquer dessas hipóteses).
Condições em que hipercapnia permissiva para SARA poderia, teoricamente, ser prejudiciais incluem edema cerebral, lesões de massa ou convulsões, doença da artéria coronária ativo; arritmias; hipovolemia; hemorragia digestiva, e possivelmente outros. Estes são os danos hipotéticos baseados em fisiopatologia e não dados os resultados, enquanto o dano da lesão pulmonar induzida pelo ventilador e os benefícios de uma estratégia de proteção do ventilador na SDRA são reais e conhecidas. Os riscos potenciais de hipercapnia em tais pacientes devem ser pesados ​​contra os riscos de SDRA, e terapia individualizada.
As limitações no uso de pressão de platô de SDRA
Pacientes com complacência reduzida da parede torácica - mais comumente devido à obesidade - podem ter maiores pressões de platô no início  e durante a SARA que os não-obesos. É possível que em alguns pacientes obesos, titulando volumes correntes para pressões de platô <30 cm="cm" font="font" h2o="h2o" nbsp="nbsp">pode ser inadequada , resultando em hipoventilação piorou. Não existem recomendações para o tratamento de pacientes obesos com LPA / SDRA de forma diferente do que os não-obesos com relação à ventilação mecânica.  manometria esofágica é considerada superior à pressão de platô através de sua medição de  pressão transpulmonar , considerada uma medida mais precisa das pressões potencialmente nocivos no pulmão. Porque é invasivo e as sondas são propensas a migração, a manometria esofágica não é amplamente utilizado.
PEEP alta vs baixa na SDRA
Uma estratégia que emprega maior PEEP junto com ventilação baixo volume corrente deve ser considerada para pacientes que receberam ventilação mecânica por SARA. Esta sugestão é baseada em uma meta-análise de 2010 de três ensaios clínicos randomizados (n = 2.229) testando PEEP maior vs menor em pacientes com lesão pulmonar aguda ou SARA, SARA em que pacientes que receberam maior PEEP teve uma forte tendência para a sobrevivência melhorada.
No entanto, pacientes com lesão pulmonar aguda mais suave (PaO2/FiO2> 200) recebendo maior PEEP teve uma forte tendência para que o mesmo dano em meta-análise. A PEEP ALT pode  causar ventilador lesão pulmonar induzida por pressões crescentes de platô, ou pneumotórax causa ou diminuição do débito cardíaco. Estes efeitos adversos não foram observados no maior analise do ARDSNet (2004) testando PEEP alta vs baixa.
Sobrevivência previsão e os resultados após a ARDS
Em uma análise retrospectiva 2012 no JAMA incluindo dados de mais de 4.400 pacientes com SDRA inseridos em estudos randomizados, apenas a gravidade da hipoxemia (relação PaO2/FiO2 baixo) foi preditivo de mortalidade. Comumente utilizados parâmetros clínicos de gravidade (complacência estática, grau de PEEP, e extensão das opacidades na radiografia de tórax) não são indicadores de resultado. Um " alto risco "perfil do doente com uma mortalidade de 52% foi identificado post hoc,  composta de SDRA grave (PaO2/FiO2 <100 com="com" elevado="elevado" font="font" nbsp="nbsp" ou="ou" um="um">volume corrigido expirado> = 13 L / min , ou um baixa complacên cia estática <20 cm="cm" h2o="h2o" ml="ml" strong="strong"> . Comentários de resultados SDRA sugerem que a maioria das pessoas que sobrevivem SARA recuperam a função pulmonar, mas pode permanecer prejudicada por meses ou anos em outros domínios, tanto fisicamente e psicologicamente ( qualidade de vida).
Alternativas / Resgate utilizando os Modos de ventilação e ECMO na SDRA
Alguns pacientes com SDRA grave desenvolver hipoxemia grave ou hipercapnia com acidemia, apesar do tratamento ideal com baixo volume de maré de ventilação mecânica. Nestas situações, salvamento alternativa, ou "resgate" estratégias de ventilação são frequentemente utilizados. Seu objetivo comum é manter a pressão das vias aéreas altas para maximizar o recrutamento alveolar e oxigenação, minimizando trecho alveolar ou tensão de cisalhamento.Os mais utilizados são alternativas de estratégias ventilatórias ventilação de alta freqüência oscilatória (VOAF) ou passagem de ventilação de liberação de pressão (APRV ou "dois níveis" de pressão):
Oxigenação por membrana extracorpórea também se tornou uma terapia de resgate mais comumente usado para SARA, graças a melhorias na tecnologia tornando-o mais seguro e mais viável para administrar. Seu uso é limitado a centros especializados, e não há ensaios clínicos randomizados , que definam seus benefícios, nem orientações para a sua utilização mais ampla.
Existe atualmente uma falta de evidência para estabelecer o papel de estratégias alternativas de ventilação mecânica ou ECMO em SARA. Cada estratégia tem uma forte razão, a eficácia anedótica, e sua própria facção dos defensores do médico, alguns dos quais afirmam que estas estratégias podem, de facto, ser superior a ventilação de baixo volume corrente, e deve ser considerada no início do curso da SDRA. Testar essas hipóteses exigiria grandes e  muito caros estudos randomizados controlados, até então, de baixo volume de ventilação é a estratégia recomendada e evidências apoiado de ventilação mecânica na SDRA.