quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tratamento e prevenção da Bronquite para leigos.


    

Tratamento:
NÃO são necessários antibióticos para a bronquite aguda causada por um vírus. A infecção costuma desaparecer sozinha depois de 1 semana. Siga os seguintes passos para ter algum alívio:
  • Não fume
  • Beba bastante líquido
  • Repouse
  • Tome aspirina ou acetaminofeno (Tylenol) em caso de febre. NÃO dê aspirina a crianças
  • Use um umidificador ou vaporizador no banheiro
Se os sintomas não desaparecerem, seu médico pode prescrever a você um inalador para abrir as vias respiratórias, caso você esteja com chiado no peito. Antibióticos podem ser receitados se houver suspeita de uma infecção bacteriana secundária. Na maioria das vezes, os antibióticos não são necessários nem recomendados.
Para qualquer tipo de bronquite, o passo mais importante a ser tomado é PARAR de fumar. Se a bronquite for diagnosticada cedo o suficiente, é possível evitar danos aos pulmões.
Prevenção:
  • NÃO fume
  • Tome a vacina contra a gripe e a vacina pneumocócica anualmente, diretamente com seu médico
  • Reduza sua exposição à poluição do ar
  • Lave suas mãos (e as mãos dos seus filhos) frequentemente para evitar a disseminação de vírus e de outras infecções.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

VENTILAÇÃO POR PRESSÃO NEGATIVA EM PEDIATRIA

http://www.pediatriconcall.com/fordoctor/diseasesandcondition/PEDIATRIC_EMERGENCIES/mechanical_ventilation.asp

Ventilação de alta frequência


1. Ventilação de alta frequência - VAF: IGH-frequência de ventilação (VAF) tem sido um dos mais estudados técnicas de ventilação , para além de ventilação com pressão positiva, ao longo das duas últimas décadas. Apesar dos seus benefícios teóricos que não recebeu consenso unânime e não tem sido amplamente utilizada. A diferença mais fundamental entre a ventilação de alta freqüência (VAF) e ventilação com pressão positiva intermitente (IPPV) é que, com VAF o volume corrente (Vt) necessário é de aproximadamente 1 peso corporal -3 ml / kg, em comparação com 6-10 ml / kg com ventilação de pressão positiva intermitente (IPPV). O aumento da taxa de ventilação para freqüências de 60 bpm ou mais no VAF é obviamente obrigatório se a ventilação volume mesmo comparável minuto é a resultar. Três modelos estão atualmente sob investigação: ventilação de alta freqüência com pressão positiva (HFPPV), ventilação de alta freqüência a jato ( VJAF) e ventilação de alta freqüência oscilatória (VAFO). Os dois primeiros não são mais utilizados em terapia intensiva devido a seus pobres resultados das experimentações em relação à ventilação mecânica convencional. VJAF encontrou um lugar importante na traqueo-brônquica cirurgia. VAFO está provando um grande sucesso, principalmente porque o equipamento adequado capaz de resolver o problema da umidificação dos gases ventilados já está disponível. 
1,1 Ventilação de alta frequência oscilatória (VAFO): O volume corrente é entregue através de tamanho normal tubos traqueais e tanto inspiração e expiração são ativas e de poder aproximadamente igual, tal como ocorreria com um pistão oscilante ou ventilador orador baseado alto. Frequências variar de 2 Hz a mais de 100 Hz (6000 cpm). O ventilador é geralmente uma bomba de vaivém da variedade de pistão ou um sistema de altifalantes accionado por um oscilador electrónico. Há um número de mecanismos propostos para explicar a troca gasosa na VOAF. Ventilação alveolar direta, perfis de velocidade assimétricas, dispersão de Taylor, pendeluft, cardiogênico, difusão acelerada e mistura de ressonância acústica parecem participar das trocas gasosas, tanto individualmente e / ou em conjunto.  
Vantagens teóricas:
manter as vias aéreas abertas 
menor volume fásica e mudança de pressão 
troca de gás a pressões significativamente mais baixos das vias aéreas 
menos envolvimento do sistema cardiovascular 
menos depressão da produção de surfactante endógeno.
VAFO é recomendado para reduzir o barotrauma pulmonar e lesão pulmonar conseqüente não-homogênea patologia pulmonar, vazamentos de ar, Pulmonar Persistente Hipertensão do recém-nascido (HPP) e ventilação de bebês prematuros. 
Contra-indicações:
obstrução pulmonar de aspiração de mecônio fresco 
displasia broncopulmonar 
RSV bronquiolite 
hemorragia intracraniana.
Complicações:
hiperinsuflação pulmonar em doenças pulmonares obstrutivas 
hemorragias intracranianas - Redução da freqüência cardíaca atribuída ao aumento da atividade vagal 
displasia broncopulmonar devido a ventilação pulmonar não homogéneo (Figura 7) 
necrotizante traqueobronquite, aumento da permeabilidade do epitélio do pulmão e humidificação insuficiente de traqueo-brônquicas secreções.
FONTE:

terça-feira, 29 de maio de 2012

FALECIMENTO DO GRANDE FISIOTERAPEUTA RUY GALLART DE MENEZES


É COM MUITA TRISTEZA QUE INFORMO O FALECIMENTO DO DR. RUY GALLART DE MENEZES. 
O ENTERRO SERÁ HOJE ÁS 16:00 HS., NO CEMITÉRIO DO CAJU, CAPELA I NO RIO DE JANEIRO.
FOI PRESIDENTE DO COFFITO E CRIADOR DE TODA A NOSSA REGULAMENTAÇÃO. 
QUE DEUS ABENÇOE SUA FAMÍLIA E CONSOLE SEUS CORAÇÕES.
VAI FAZER FALTA MUITA FALTA PARA NOSSA PROFISSÃO, UM PROFISSIONAL SINCERO, LÚCIDO E DE MUITO BOM SENSO.
 Dignidade, Ousadia, Ética, Determinação, Respeito, Conhecimento e AMOR, MUITO AMOR pela FISIOTERAPIA BRASILEIRA SÃO PALAVRAS DITAS POR TODOS OS PROFISSIONAIS QUE O CONHECIAM DE PERTO E DE LONGE.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Princípios da Ventilação mecânica



Princípios da ventilação mecânica
      Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho; Carlos Toufen Junior; Suelene Aires Franca

Definição

A ventilação mecânica (VM) ou, como seria mais adequado chamarmos, o suporte ventilatório, consiste em um método de suporte para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada.

Objetivos

Tem por objetivos, além da manutenção das trocas gasosas, ou seja, correção da hipoxemia e da acidose respiratória associada à hipercapnia: aliviar o trabalho da musculatura respiratória que, em situações agudas de alta demanda metabólica, está elevado; reverter ou evitar a fadiga da musculatura respiratória; diminuir o consumo de oxigênio, dessa forma reduzindo o desconforto respiratório; e permitir a aplicação de terapêuticas específicas.

Classificação

Atualmente, classifica-se o suporte ventilatório em dois grandes grupos:

• Ventilação mecânica invasiva; e
• Ventilação não invasiva.

Nas duas situações, a ventilação artificial é conseguida com a aplicação de pressão positiva nas vias aéreas. A diferença entre elas fica na forma de liberação de pressão: enquanto na ventilação invasiva utiliza-se uma prótese introduzida na via aérea, isto é, um tubo oro ou nasotraqueal (menos comum) ou uma cânula de traqueostomia, na ventilação não invasiva, utiliza-se uma máscara como interface entre o paciente e o ventilador artificial.

Princípios

A ventilação mecânica (VM) se faz através da utilização de aparelhos que, intermitentemente, insuflam as vias respiratórias com volumes de ar (volume corrente - VT). O movimento do gás para dentro dos pulmões ocorre devido à geração de um gradiente de pressão entre as vias aéreas superiores e o alvéolo, podendo ser conseguido por um equipamento que diminua a pressão alveolar (ventilação por pressão negativa) ou que aumente a pressão da via aérea proximal (ventilação por pressão positiva). Devido à sua maior aplicação na prática clínica, vão ser comentados somente os aspectos relacionados à ventilação com pressão positiva, tanto na forma invasiva como na não invasiva. Neste ar, controla-se a concentração de O2 (FIO2) necessária para obter-se uma taxa arterial de oxigênio (pressão parcial de oxigênio no sangue arterial- PaO2) adequada. Controla-se ainda, a velocidade com que o ar será administrado (fluxo inspiratório - ) e também se define a forma da onda de fluxo, por exemplo, na ventilação com volume controlado: "descendente", "quadrada" (mantém um fluxo constante durante toda a inspiração), "ascendente" ou "sinusoidal". O número de ciclos respiratórios que os pacientes realizam em um minuto (freqüência respiratória - f) será conseqüência do tempo inspiratório (TI), que depende do fluxo, e do tempo expiratório (TE). O TE pode ser definido tanto pelo paciente (ventilação assistida), de acordo com suas necessidades metabólicas, como através de programação prévia do aparelho (ventilação controlada). O produto da f pelo VT é o volume minuto ( E). Dessa forma, fica claro o que acontece quando fazemos ajustes no aparelho. Por exemplo, se optarmos por ventilar um paciente em volume assistido/controlado, o que temos que definir para o ventilador é o VT e o e, de acordo com a resistência e a complacência do sistema respiratório do paciente, uma determinada pressão será atingida na via aérea. Se, por outro lado, trabalharmos com um ventilador que cicla em pressão, temos que calibrar o pico de pressão inspiratória (PPI) e o , sendo o VT uma conseqüência dessa forma de ventilação. Esse tipo de ventilação (ciclada à pressão) que, praticamente, não é mais aplicada está presente em ventiladores do tipo Bird Mark 7®.

Indicações

Os critérios para aplicação de VM variam de acordo com os objetivos que se quer alcançar. Em situações de urgência, especialmente quando o risco de vida não permite boa avaliação da função respiratória, a impressão clínica é o ponto mais importante na indicação de VM, auxiliada por alguns parâmetros de laboratório (Tabela 1).


As principais indicações para iniciar o suporte ventilatório são:

• Reanimação devido à parada cardiorrespiratória;
• Hipoventilação e apnéia: A elevação na PaCO2 (com acidose respiratória) indica que está ocorrendo hipoventilação alveolar, seja de forma aguda, como em pacientes com lesões no centro respiratório, intoxicação ou abuso de drogas e na embolia pulmonar, ou crônica nos pacientes portadores de doenças com limitação crônica ao fluxo aéreo em fase de agudização e na obesidade mórbida;
• Insuficiência respiratória devido a doença pulmonar intrínseca e hipoxemia. Diminuição da PaO2 resultado das alterações da ventilação/perfusão (até sua expressão mais grave, o shunt intrapulmonar). A concentração de hemoglobina (Hb), o débito cardíaco (DC), o conteúdo arterial de oxigênio (CaO2) e as variações do pH sangüíneo são alguns fatores que devem ser considerados quando se avalia o estado de oxigenação arterial e sua influência na oxigenação tecidual;
• Falência mecânica do aparelho respiratório:
- Fraqueza muscular / Doenças neuromusculares / Paralisia; e
- Comando respiratório instável (trauma craniano, acidente vascular cerebral, intoxicação exógena e abuso de drogas).
• Prevenção de complicações respiratórias:
– Restabelecimento no pós-operatório de cirurgia de abdome superior, torácica de grande porte, deformidade torácica, obesidade mórbida; e
– Parede torácica instável.
• Redução do trabalho muscular respiratório e fadiga muscular. Um aumento no volume minuto através da elevação da f, com conseqüente diminuição no VT, é o mecanismo de adaptação transitório que se não for revertido levará à fadiga muscular devido ao aumento da demanda metabólica, aumento da resistência e/ou diminuição da complacência do sistema respiratório, fatores obstrutivos intrabrônquicos, restrição pulmonar, alteração na parede torácica, elevação da pressão intraabdominal, dor, distúrbios neuromusculares e aumento do espaço morto.
Resumindo, a VM é aplicada em várias situações clínicas em que o paciente desenvolve insuficiência respiratória, sendo, dessa forma, incapaz de manter valores adequados de O2 e CO2 sangüíneos, determinando um gradiente (ou diferença) alvéolo-arterial de O2 [(PA-a)O2] e outros indicadores da eficiência das trocas gasosas (por exemplo: relação PaO2/FIO2) alterados. Hipoxemia com gradiente aumentado indica defeito nas trocas alvéolo-capilares (insuficiência respiratória hipoxêmica). Hipoxemia com gradiente normal é compatível com hipoxemia por hipoventilação alveolar (insuficiência respiratória ventilatória). Sob oxigenoterapia e/ou ventilação mecânica, a relação PaO2/FIO2 tem sido usada na quantificação da gravidade da lesão pulmonar, na comparação evolutiva e na predição das mudanças na PaO2 se a FIO2 for elevada. O valor normal em ar ambiente é acima de 300, valores abaixo indicam deterioração de trocas e menor do que 200 sugerem extrema gravidade do quadro respiratório. Na insuficiência respiratória, o suporte ventilatório consegue contrabalançar esses defeitos, permitindo uma melhor relação ventilação/perfusão capilar (resultando em melhor PaO2), aumenta a ventilação alveolar (melhor pH e PaCO2), aumenta o volume pulmonar prevenindo ou tratando as atelectasias, otimiza a capacidade residual pulmonar - CRF, reduz o trabalho muscular respiratório com diminuição do consumo de O2 sistêmico e miocárdico, diminui a pressão intracraniana e estabiliza a parede torácica.
Assim, o princípio do ventilador mecânico é gerar um fluxo de gás que produza determinada variação de volume com variação de pressão associada. As variações possíveis para esta liberação de fluxo são enormes e, com o progresso dos ventiladores microprocessados, as formas de visualizar e controlar o fluxo, o volume e a pressão estão em constante aprimoramento. Cada vez mais a equipe da UTI estará exposta a diferentes formas de apresentação e análise de parâmetros respiratórios fornecidas pelo ventilador, sofisticando as decisões clínicas. Nosso objetivo é apresentar e padronizar os conceitos e as modalidades ventilatórias que serão discutidas ao longo deste Consenso.
Atualmente, a maior parte dos ventiladores artificiais apresenta telas nas quais se podem visualizar as curvas de volume, fluxo e pressão ao longo do tempo, assim, serão apresentadas, neste capítulo, as definições das modalidades ventilatórias usando esquemas representativos das curvas.

O ciclo ventilatório

O ciclo ventilatório durante a ventilação mecânica com pressão positiva pode ser dividido em (Figura 1):


1) Fase inspiratória: Corresponde à fase do ciclo em que o ventilador realiza a insuflação pulmonar, conforme as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório. Válvula inspiratória aberta;
2) Mudança de fase (ciclagem): Transição entre a fase inspiratória e a fase expiratória;
3) Fase expiratória: Momento seguinte ao fechamento da válvula inspiratória e abertura da válvula expiratória, permitindo que a pressão do sistema respiratório equilibre-se com a pressão expiratória final determinada no ventilador; e
4) Mudança da fase expiratória para a fase inspiratória (disparo): Fase em que termina a expiração e ocorre o disparo (abertura da válvula ins) do ventilador, iniciando nova fase inspiratória.

Análise gráfica durante a ventilação mecânica

Curvas de fluxo 

O fluxo geralmente é medido diretamente pelo ventilador, através de sensores de pressão diferencial que estão posicionados entre a cânula endotraqueal e o "Y" do circuito do ventilador. O fluxo inicia-se, nos modos controlados, depois de determinado intervalo de tempo (depende da f ou da relação inspiração:expiração - TI/TE) ou através de um limite de sensibilidade (trigger ou disparo) pré-estabelecido. Duas técnicas são utilizadas na prática para o disparo de um ciclo ventilatório: a queda de pressão ou a geração de fluxo (na modalidade assistida e/ou espontânea). Após o início do ciclo (disparo) o fluxo aumenta até atingir um valor pré-fixado, chamado de pico de fluxo. Este valor é definido pelo operador no modo volume controlado e pode ser mantido constante ou ter valor decrescente no tempo. O fluxo, nessa modalidade, vai definir o tempo que a válvula inspiratória permanecerá aberta (TI), de acordo com o VT estabelecido. Por exemplo: Ventilação com volume controlado com VT de 500 mL e de 60 L/min (ou seja, 1 L/s); logo o TI será de 0,5 s – tempo que a válvula inspiratória permanecerá aberta para propiciar a entrada de I/2 L de ar. O fluxo inspiratório encerra-se conforme o modo de ciclagem estabelecido, ou seja, fecha-se a válvula ins e abre-se a válvula expiratória do aparelho, começando então o fluxo expiratório. As características da curva de fluxo nos modos espontâneos (pico e duração) são determinadas pela demanda do paciente. O começo e o final da inspiração são, normalmente, minimamente afetados pelo tempo de resposta do sistema de demanda (válvulas). Porém, em casos de alta demanda (por parte do paciente), o retardo na abertura da válvula inspiratória pode gerar dissincronia paciente-ventilador. Na Figura 2 abaixo, apresentamos o exemplo de uma onda de fluxo quadrada (fluxo constante) no modo volume controlado. Apresentamos ainda a característica da onda de fluxo na ventilação espontânea sem o uso de suporte ventilatório.


A forma da onda de fluxo pode ser modificada no ventilador diretamente ou indiretamente conforme o modo ventilatório escolhido. Abaixo, alguns exemplos de curva de fluxo (Figura 3).


As formas mais utilizadas na prática clínica são a quadrada, permite a realização da monitoração da mecânica respiratória, e a descendente, proporciona uma melhor distribuição do ar inspirado.

Curvas de pressão

A pressão é geralmente medida pelo ventilador diretamente, através de transdutor instalado próximo ao tubo endotraqueal ("Y" do circuito do ventilador).
Durante a ventilação espontânea, na inspiração, devido à contração da musculatura respiratória, ocorre uma queda da pressão nos alvéolos/vias aéreas para que seja gerado o fluxo inspiratório (Figura 2). Na ventilação assistida e em modos espontâneos como a Pressão de Suporte, a contração da musculatura vai depender da demanda metabólica do paciente (controle neural – drive), vai proporcionar a queda de pressão no circuito e, de acordo com a sensibilidade ajustada, promover a abertura da válvula (disparo) gerando um pico de fluxo inspiratório, aumentando progressivamente a pressão no sistema respiratório do paciente. Na expiração, ao contrário, como a pressão no sistema está elevada, a abertura da válvula expiratória promoverá a saída passiva do VT.
No gráfico abaixo, Figura 4, o traçado de pressão nas vias aéreas começa e termina no nível zero. Entretanto, é possível utilizar uma pressão positiva ao final da expiração (PEEP, do inglês positive end expiratory pressure), quando, então, o traçado partirá e terminará em um nível de pressão acima de zero. Note que na ventilação espontânea a pressão intratorácica é negativa na ins e positiva na expiração, enquanto que durante a ventilação mecânica, a pressão nas vias aéreas se mantém positiva durante todo o ciclo (desde que se use uma PEEP). Esse fato gera repercussões hemodinâmicas que devem ser do conhecimento do profissional responsável pelo suporte ventilatório do paciente.


Componentes da pressão inspiratória: Como observado no gráfico da Figura 4, à medida que o fluxo de ar adentra o sistema respiratório, a pressão inspiratória vai se elevando, pois é necessária para vencer dois componentes: um resistivo (devido à resistência ao fluxo de ar passando pelas vias aéreas) e outro elástico (decorrente da distensão dos pulmões e da parede torácica). Estes dois componentes são demonstrados abaixo, quando um determinado volume é fornecido com fluxo constante até determinado ponto (1), quando ocorre uma interrupção do fluxo (pausa inspiratória) que determina a pressão de platô (2), Figura 5


O ponto (1) representa o pico de pressão (PPI) nas vias aéreas, que sofre interferência tanto do fluxo (Pres = pressão resistiva) como da variação de volume (Pel = pressão elástica). Já o ponto (2) marca a pressão de platô (PPLATÔ) das vias aéreas, que representa a pressão de equilíbrio do sistema respiratório, na ausência de fluxo (não existe fluxo, portanto não há o componente de resistência das vias aéreas).
Na situação de fluxo zero (pausa inspiratória), observa-se que a Pel corresponde à pressão no sistema que equilibrou aquele volume de ar que entrou (VT), portanto sua relação é a complacência do sistema respiratório. Pois, na situação de fluxo zero, a pressão resistiva é zero e a pressão observada no sistema (pressão de platô), corresponde à pressão elástica do sistema respiratório (diferença entre a PPLATÔ e a PEEP).

Disparo do ventilador

Durante a ventilação mecânica, uma variável de disparo pré-determinada deve ser alcançada para iniciar a inspiração. Com a ventilação controlada, a variável é o tempo e é independente do esforço do paciente. Nos modos que permitem ciclos assistidos e espontâneos, a inspiração começa quando se alcança um nível de pressão ou fluxo pré-determinado (sensibilidade).
No disparo à pressão, o ventilador detecta uma queda na pressão de vias aéreas ocasionada pelo esforço do paciente. Este esforço pode iniciar a inspiração se a pressão negativa realizada ultrapassar o limiar de pressão para o disparo (sensibilidade ou trigger) ou pode não disparar o ciclo, caso a pressão negativa não ultrapasse este limiar, gerando apenas trabalho respiratório e dissincronia (Figura 6). O limiar de pressão é determinado pelo operador no ventilador, que indicará sempre a pressão negativa abaixo da PEEP necessária para disparar o ventilador. O disparo a fluxo envolve o uso de um fluxo inspiratório basal contínuo (bias flow ou continuous flow). Quando a diferença entre o fluxo inspiratório e o fluxo expiratório alcançar um determinado limite de sensibilidade, abre-se a válvula ins e um novo ciclo ventilatório começa.
Sensibilidade e tempo de resposta do ventilador: Quando o disparo é determinado pelo paciente existe um intervalo entre o início da deflexão negativa da pressão e o início do fluxo inspiratório. A este intervalo chamamos de "tempo de resposta do ventilador". Este tempo depende da sensibilidade da válvula inspiratória do ventilador e da capacidade do ventilador em gerar o fluxo (Figura 7). Quando o tempo de resposta do ventilador é elevado, o paciente fará um esforço acima do necessário até que o fluxo se inicie, aumentando o trabalho respiratório e gerando dissincronia paciente-ventilador. Em geral admite-se como responsividade aceitável aquela abaixo de 150 milissegundos.


Curvas de volume

O gráfico de volume representa, em sua porção ascendente, o volume pulmonar inspirado e, em sua curva descendente, o volume pulmonar total expirado. Os volumes são iguais a menos que esteja ocorrendo vazamento, desconexão do circuito ou aprisionamento aéreo (Figura 8).


Curvas de fluxo, pressão e volume em função do tempo
Individualmente, as curvas de fluxo, pressão e volume são importantes, porém podemos utilizar e completar melhor as curvas quando estão associadas. Abaixo, na Figura 9, são mostradas as três formas de curvas em associação, durante a ventilação controlada, assistida e espontânea.



terça-feira, 15 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012




SOBRATI - PRINCÍPIOS 



1. Reunir todos profissionais ou acadêmicos que objetivam praticar ou buscar conhecimento da Emergência e Terapia Intensiva;


2. Contribuir com as sociedades de classe que promovam ou estimulem a boa prática do atendimento-UTI e Emergência;


3. Divulgar a nacionalmente a finalidade dos socorristas, emergencistas eintensivistas, sua formação e qualificação;


4. Colaborar na transformação do atendimento nas Unidades Emergenciais e Intensivas brasileiras, sobretudo na humanização caracterizada na autodeterminação e respeito ao paciente;


5. Proporcionar ampliação e intercâmbio dos profissionais das diferentes áreas que atuem no paciente crítico;


6. Reforçar a missão ética da saúde;


7. Auxiliar na formação da cidadania do nosso país;


8. Inserir o jovem acadêmico no universo associativo;


9. Fortalecer e promover o ensino do emergencismo e intensivismo;


10. Aglutinar trabalhos técnicos de diferentes áreas;


11. Apoiar iniciativas nacionais de empresas e profissionais que trabalham em novas tecnologias para desenvolvimento e pesquisa brasileiras;


12. Enfatizar o orgulho da nação como entidade cultural;


13. Fortalecer a relação profissional-paciente na UTI, no sentido amplo e espiritual, onde se vivencia o frágil elo entre vida e morte no atendimento emergencial e intensivo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

CONGRESSO HOSPITALAR DE EMERGÊNCIA E TERAPIA INTENSIVA - SOBRATI


É com grande honra e satisfação que a Feira Hospitalar 2012, a SOBRATI e a ERWS vem convidar a comunidade emergencista e intensivista para o IV Congresso Hospitalar de Emergência e Terapia Intensiva. A cada ano que passa, sentimos a força e o interesse dos profissionais pela emergência e a UTI. A Hospitalar inaugurou um modelo há 18 anos que proporcionou a divulgação da indústria nacional, além de incentivar a pesquisa e a transmissão de conhecimento a comunidade de saúde brasileira. O Congresso Hospitalar de Emergência e UTI já faz parte das atividades oficiais da Semana Internacional da Saúde. São coordenadores, professores, plantonistas, estudantes, técnicos e representantes que discutem o que há de melhor e mais atual  para a emergência. Todo ano, a partir de 2010, a SOBRATI estará lançado as NOVAS DIRETRIZES , fazendo um balanço e protocolando decisões e pareceres. O Congresso inovou onde a participação do público é intensa, havendo debates, abrindo opiniões, ou seja, dentro de um processo PARTICIPATIVO, o congressista poderá imprimir sua marca nas decisões nacionais sobre UTI e Emergência. Também estaremos recebendo a I Convenção Internacional da ERWS, nomeando comandos internacionais, ampliando parcerias com países irmãos. A Hospitalar é um grande laboratório a céu aberto, participam 1200 empresas dos vários continentes. Aguardamos por você em São Paulo, a Capital Mundial da Emergência ! Sejam Todos (as) Bem Vindos (as).
Douglas Ferrari - Presidente do Congresso Hospitalar de Emergência e UTI

INSCRIÇÕES ABERTAS!
IV Congreso Hospitalar de Emergencia y Terapia Intensiva -  Sociedad Brasilieña de Terapia Intensiva
IV Hospitalar Congress of Emergency and Intensive Care  -  Brazilian Society of Critical Care

Novas Tecnologias - Ambulâncias de Resgate - Desfibriladores - Monitores - Respiradores - Atualização de Protocolos - Intensivistas e Emergencistas de todo país.

Quarta-feira23 de Maio de 2012
( 11:00 - 12:00 )Recepção
( 12:00 - 12:30 )Abertura Oficial - Pós Graduandos da SOBRATI
( 12:30 - 13:00 )Condecorações
( 13:00 - 13:45 )Trauma: Lesão facial ( Indução Hipotermia / BIS ) - Odontologia Intensiva
( 13:45 - 14:30 )Infecção hospitalar / sepse - KPC / ECOQUEST ( Radiação Iônica ) - Enfermagem Intensiva
( 14:30 - 15:15 )Crack - Emergência e Epidemia - Medicina Intensiva (US Portátil GE )
(15:15 - 16: 45 )Neuro-Estimulação / Síndrome Imobilismo ( Colchão e Meia Pneumática ) - Fisioterapia Intensiva
( 16:45 - 17:00)Intervalo
( 17:00 - 17:15 )Abertura Convidados Acadêmicos e Profissionais
( 17:15 - 18:15 )Palestra Internacional ONU - Humanização na UTI ( The Never End Journey ) / Cães Terapêuticos - Psicologia Intensiva
( 18:15 - 19:00 )PCR - Novas Diretrizes ( Auto-Pulse/LUCAS II - CMOS )
( 19:00 - 19:45)Princípios da IRPA e Ventilação mecânica ( Bennett - Laringoscopia Digital )
(19:45 - 20:30)SAMU - Atendimento Primário ( Coma/Choque/IRpA) - Emergencista
(20:30 - 21:00)Fonoaudiologia Intensiva / Nutrição Intensiva( Reabilitação pós-intubação e SNE )
( 21:00 - 21:30)Encerramento
INFORMAÇÕES: email 2012@sobrati.org 
 AGUARDAMOS TODOS !
SAUDAÇÕES INTENSIVISTAS.

I CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM FISIOTERAPIA INTENSIVA NEONATAL